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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Espécies Ameaçadas(Flora) - Parte 11

1-Pfaffia minarum: VULNERÁVEL


População muito pequena ou restrita, com área de ocupação (tipicamente menos de 20 km²) ou número de localidades (tipicamente cinco ou menos) de modo que ela esteja sujeita aos efeitos de atividade humana ou eventos estocásticos em período de tempo muito curto em futuro incerto e é portanto capaz de se tornar Criticamente em Perigo ou até Extinta em um período curto de tempo.

População pequena e restrita. espécie com pequenas populações, pouco frequente na Cadeia do Espinhaço.

Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae

2- Pfaffia townsendii: VULNERÁVEL


População muito pequena ou restrita, com área de ocupação (tipicamente menos de 20 km²) ou número de localidades (tipicamente cinco ou menos) de modo que ela esteja sujeita aos efeitos de atividade humana ou eventos estocásticos em período de tempo muito curto em futuro incerto e é portanto capaz de se tornar Criticamente em Perigo ou até Extinta em um período curto de tempo.

População muito pequena e restrita.

Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae


3- Cooperia brasiliensis: VULNERÁVEL

Área de ocupação estimada entre 2000 e 500 km², e estimativas que indicam estar severamente fragmentada ou conhecido entre 10 e 5 localidades, declínio contínuo observado, inferido ou projetado em área, extensão e/ou qualidade do habitat e em número de localidades ou subpopulações.

A distribuição não é muito ampla, formando manchas em áreas de afloarmento de rochas, no sudeste do RS, e os ambientes estão se degradando rapidamente. Cresce em áreas que atualmente estão em degradação pela ocupação humana, em áreas pedregosas, com grande atividade antrópica de sobrepastoreio, imobiliário e turistico. Não foi coletado em áreas protegidas.


Grupo: Monocotiledôneas

Família: Amaryllidaceae

Biomas - Definição


Definição

Podemos definir bioma como um conjunto de ecossistemas que funcionam de forma estável. Um bioma é caracterizado por um tipo principal de vegetação (num mesmo bioma podem existir diversos tipos de vegetação). Os seres vivos de um bioma vivem de forma adaptada as condições da natureza (vegetação, chuva, umidade, calor, etc) existentes. Os biomas brasileiros caracterizam-se, no geral, por uma grande diversidade de animais e vegetais (biodiversidade).

Biomas Brasileiros

-  Biomas Litorâneos – com um litoral muito extenso, o Brasil possui diversos tipos de biomas nestas áreas. Na região Norte destacam-se as matas de várzea e os mangues no litoral Amazônico. No Nordeste, há a presença de restingas, falésias e mangues. No Sudeste destacam-se a vegetação de mata Atlântica e também os mangues, embora em pouca quantidade. Já no sul do país, temos os costões rochosos e manguezais.

-  Caatinga – presente na região do sertão nordestino (clima semi-árido), caracteriza-se por uma vegetação de arbustos de porte médio, secos e com galhos retorcidos. Há também a presença de ervas e cactos.

-  Campos – presente em algumas áreas da região Norte (Amazonas, Pará e Roraima) e também no Rio Grande do Sul. A vegetação dos campos caracteriza-se pela presença de pequenos arbustos, gramíneas e herbáceas.

-  Cerrado – este bioma é encontrado nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Com uma rica biodiversidade, caracteriza-se pela presença de gramíneas, arbustos e árvores retorcidas. As plantas possuem longas raízes para retirar água e nutrientes em profundidades maiores.

-  Floresta Amazônica – é considerada a maior floresta tropical do mundo com uma rica biodiversidade. Está presente na região norte (Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão e Tocantins). É o habitat de milhares de espécies vegetais e animais. Caracteriza-se pela presença de árvores de grande porte, situadas bem próximas umas das outras (floresta fechada). Como o clima na região é quente e úmido, as árvores possuem folhas grandes e largas.

-  Mata dos Pinhais – também conhecida como Mata de Araucárias, em função da grande presença da Araucária angustifolia neste bioma. Presente no sul do Brasil, caracteriza-se pela presença de pinheiros, em grande quantidade (floresta fechada). O clima característico é o subtropical.

-  Mata Atlântica – neste bioma há a presença de diversos ecossistemas. No passado, ocupou quase toda região litorânea brasileira. Com o desmatamento, foi perdendo terreno e hoje ocupa somente 7% da área original. Rica biodiversidade, com presença de diversas espécies animais e vegetais. A floresta é fechada com presença de árvores de porte médio e alto.

-  Mata de Cocais – presente, principalmente, na região norte dos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí. Por se tratar de um bioma de transição, apresenta características da Floresta Amazônica, Cerrado e da Caatinga. Presença de palmeiras com folhas grandes e finas. As árvores mais comuns são: carnaúba, babaçu e buriti.

-  Pantanal – este bioma está presente nos estados de Mato-Grosso e Mato-Grosso do Sul. Algumas regiões do pantanal sofrem alagamentos durante os períodos de chuvas. Presença de gramíneas, arbustos e palmeiras. Nas regiões que sofrem inundação, há presença de árvores de floresta tropical.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Espécies Ameaçadas(Flora) - Parte 10

1-Gomphrena scandens: VULNERÁVEL

Extensão de ocorrência estimada entre 5.000 e 20.000 km² e estimativas que indicam estar severamente fragmentada ou conhecida entre 5 a 10 localidades com declínio contínuo observado, inferido ou projetado em extensão de ocorrência e em número de localidades ou subpopulações. Área de ocupação estimada entre 2000 e 500 km², e estimativas que indicam estar severamente fragmentada ou conhecido entre 10 e 5 localidades, declínio contínuo observado, inferido ou projetado em número de localidades ou subpopulações .

redução no tamanho população últimos anos: alt. Os ultimos exemplares coletados foram na década de 40.

Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae

2-Lecosia oppositifolia: CRITICAMENTE EM PERIGO


Extensão de ocorrência estimada menor que 100 km² e estimativas que indicam estar severamente fragmentada ou conhecida em apenas uma localidade com declínio contínuo observado, inferido ou projetado em extensão de ocorrência, em área de ocupação, em área, extensão e/ou qualidade do habitat e em número de localidades ou subpopulações. Área de ocupação estimada menor que 10 km², e estimativas que indicam estar severamente fragmentada ou conhecido em uma localidades, declínio contínuo observado, inferido ou projetado em extensão de ocorrência, em área de ocupação, em área, extensão e/ou qualidade do habitat e em número de localidades ou subpopulações

Extensão ocorrência 100km2, conhecida única localidade. Distribuição geográfica em área onde a mata atlântica sobre muito impacto.

Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae

3-Pfaffia argyrea: VULNERÁVEL

População muito pequena ou restrita, com área de ocupação (tipicamente menos de 20 km²) ou número de localidades (tipicamente cinco ou menos) de modo que ela esteja sujeita aos efeitos de atividade humana ou eventos estocásticos em período de tempo muito curto em futuro incerto e é portanto capaz de se tornar Criticamente em Perigo ou até Extinta em um período curto de tempo.

População pequena e restrita.

Biomas - Pampa


Pampa

Também é conhecido como Campos do Sul ou Campos Sulinos. Ocupa uma área de 176.496 Km² correspondente cerca de 2% do território nacional e é constituído principalmente por vegetação campestre. No Brasil o Pampa só está presente do estado do Rio Grande do Sul, ocupando 63% do território gaúcho e também está presente em territórios da Argentina e Uruguay.

O Pampa é composto basicamente de gramíneas, herbáceas e algumas árvores. Serão graves os impactos da transformação no ecossistema atual em monocultura de árvores, cujo estágio de sucessão é bem diferente.

Toda monocultura provoca um desequilíbrio ambiental, que corresponde com a diminuição de algumas espécies e aumento de outras, além de alteração nas funções ecológicas básicas do ecossistema.

Os Campos da região Sul do Brasil são denominados como “pampa”, termo de origem indígena para “região plana”. Esta denominação, no entanto, corresponde somente a um dos tipos de campo, mais encontrado ao sul do Estado do Rio Grande do Sul, atingindo o Uruguai e a Argentina.

Outros tipos conhecidos como campos do alto da serra são encontrados em áreas de transição com o domínio de araucárias. Em outras áreas encontram-se, ainda, campos de fisionomia semelhantes à savana. Os campos, em geral, parecem ser formações edáficas (do próprio solo) e não climáticas. A pressão do pastoreio e a prática do fogo não permitem o estabelecimento da vegetação arbustiva, como se verifica em vários trechos da área de distribuição dos Campos do Sul.

A região geomorfológica do planalto de Campanha, a maior extensão de campos do Rio Grande do Sul, é a porção mais avançada para oeste e para o sul do domínio morfoestrutural das bacias e coberturas sedimentares. Nas áreas de contato com o arenito botucatu, ocorrem os solos podzólicos vermelho-escuros, principalmente a sudoeste de Quaraí e a sul e sudeste de Alegrete, onde se constata o fenômeno da desertificação. O solo, em geral, de baixa fertilidade natural e bastante suscetível à erosão.

À primeira vista, a vegetação campestre mostra uma aparente uniformidade, apresentando nos topos mais planos um tapete herbáceo baixo – de 60 cm a 1 m -, ralo e pobre em espécies, que se torna mais denso e rico nas encostas, predominando gramíneas, compostas e leguminosas; os gêneros mais comuns são: Stipa, Piptochaetium, Aristida, Melica, Briza. Sete gêneros de cactos e bromeliáceas apresentam espécies endêmicas da região. A mata aluvial apresenta inúmeras espécies arbóreas de interesse comercial.

Na Área de Proteção Ambiental do Rio Ibirapuitã, inserida neste bioma, ocorrem formações campestres e florestais de clima temperado, distintas de outras formações existentes no Brasil. Além disso, abriga 11 espécies de mamíferos raros ou ameaçados de extinção, ratos d’água, cevídeos e lobos, e 22 espécies de aves nesta mesma situação. Pelo menos uma espécie de peixe, cará (Gymnogeophagus sp., Família Cichlidae) é endêmica da bacia do rio Ibirapuitã.

O Pampa Gaúcho está situado no sul do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai. O Pampa é uma região de clima temperado, com temperaturas médias de 18°C, formada por coxilhas onde se situam os campos de produção pecuária e as várzeas que se caracterizam por áreas baixas e úmidas. A região sul tem, na pecuária, uma tradição que se iniciou com a colonização do Brasil.

Os campos no RS ocupam uma área de aproximadamente 40% da área total do estado. O Pampa gaúcho da Campanha Meridional encontra-se dentro da área de maior proporção de campos naturais preservados do Brasil, sendo um dos ecossistemas mais importantes do mundo.

Espécies Ameaçadas(Fauna) - Parte 10

1-MARISCO-DE-ÁGUA-DOCE - ANODONTITES FERRARISI: EM PERIGO




É uma espécie rara no Rio Grande do Sul e restrita aos rios que correm pela região do Pampa em direção ao rio Uruguai.

A espécie instala-se em fundos firmes com areia grossa, argila com pouco limo ou também entre cascalhos e pedras. A maior quantidade de exemplares de uma população foi encontrada em pontos onde a corrente é de boa velocidade, com boa transparência da água. As populações encontradas até agora são constituídas de poucos exemplares. O Rio Grande do Sul é o único Estado brasileiro onde ocorre esta espécie.

FATORES DE AMEAÇA: Introdução de espécie exótica, Perda/degradação de habitat, poluição.

BIOMA: Pampa

2- ANODONTITES IHERINGI: EM PERIGO

É uma espécie que vive em pequenas populações, de abundâncias desconhecidas, em rios e arroios do Rio Grande do Sul. Como os demais moluscos bivalves de água doce, é um filtrador ativo, desempenhando um papel de extrema importância no meio ambiente.


A espécie integra a cadeia alimentar de vários vertebrados. Pode ser utilizado como indicador de condições ambientais ou como biomonitor de alterações ambientais ou de poluição. Esta espécie tem preferência por rios e arroios com águas bem oxigenadas e correntes e fundo compactado. A concha é espessa, o contorno é elíptico ovalado, os umbos muito baixos, a região anterior curta e arredondada. A superfície externa de cor marrom-esverdeada, às vezes ornamentada com linhas radiais verdes formando “Vs” imbricados. Internamente apresenta cicatrizes dos músculos adutores, profundas e bem demarcadas por linhas concêntricas escuras

FATORES DE AMEAÇA: Introdução de espécie exótica, Perda/degradação de habitat, poluição.

BIOMA: Mata Atlântica; Pampa

3- MARISCO-DE-ÁGUA-DOCE - ANODONTITES SOLENIFORMES: VULNERÁVEL



É um molusco bentônico dulciaqüícola pertencente à família Mycetopodidae. Sua concha é pouco oblíqua, sub-trapezoidal, alongada, com a margem côncava e uma depressão na região mediana da concha, cujo comprimento médio é de 6 a 7 cm. O contorno da concha lembra um rim.


São encontrados em sedimentos arenosos ou areno-lodosos, a profundidades que não ultrapassam 1 m. Enterra-se no substrato, de tal maneira que as aberturas inalante e exalante permanecem no nível do sedimento. A biologia reprodutiva ainda necessita ser estudada e, como a grande maioria dos bivalves de água doce, utilizam peixes como hospedeiros intermediários para completar o ciclo reprodutivo. Sua larva é denominada lasídio. Encontrada em substratos finos e compactados (lodosos) .

FATORES DE AMEAÇA: Perturbação Humana, introdução de espécie exótica.

BIOMA: Amazônia; Caatinga; Cerrado; Mata Atlântica




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Espécies Ameaçadas(Fauna) - Parte 09

1-GELÉIA-D'ÁGUA - ANHETEROMEYENIA ORNATA: EM PERIGO


É uma esponja que ocorre em pequenos cursos d’água, com leitos pedregosos de águas límpidas e relativamente rasas e frias. Vive aderida a substratos rochosos. As crostas são tênues, extremamente frágeis, esverdeadas quando expostas à luminosidade, devido à associação com algas fotossintetizantes e esbranquiçadas quando na face inferior, sem luminosidade, dos substratos. O esqueleto é constituído de óxeas ligeiramente curvas com espinhos escassos, pequenos, agudos, os das extremidades curvados em direção à ponta da espícula. Essa esponja é destituída de microscleras. As gemoscleras birrotuladas, com eixos fortemente espinhados, compõem duas classes não muito distintas. As gêmulas são grandes, marrons, abundantes e apresentam-se individualmente soldadas ao substrato ou formando grupos de muitas gêmulas 

FATORES DE AMEAÇA: Perda/degradação de habitat, fatores intrínsecos, poluição.

BIOMA: Amazônia; Mata Atlântica; Pampa

2- PAPA-VENTO-DO-SUL - ANISOLEPIS UNDULATUS: VULNERÁVEL


A cauda dessa espécie corresponde a cerca de 70% do comprimento.É uma espécie de pequeno porte, que atinge cerca de 30 cm de comprimento total. Pouco se conhece sobre a biologia da espécie. 
Ovípara, alimenta-se de artrópodos e vive sobre árvores e arbustos, a 2 m de altura ou mais, podendo também se deslocar pelo solo. 
Os indivíduos são de difícil visualização, por sua coloração críptica 

FATORES DE AMEAÇA: Perda/degradação de habitat.

BIOMA: Pampa

3- MARISCO-PANTANEIRO - ANODONTITES ELONGATUS: VULNERÁVEL


É um bivalve filtrador de grande importância ecológica no ambiente límnico. Faz parte da cadeia alimentar, auxilia na fixação do fundo dos rios e diminui as partículas em suspensão na água. Pode servir como bioindicador ou biomonitor ambiental.

Encontra-se em fundos arenosos com baixa porcentagem de matéria orgânica. Apresenta conchas levemente pentagonais, sólidas, subinfladas, inequilaterais  umbo moderadamente elevado; linha da charneira levemente arqueada; extremidade anterior estreita, circular ou subtruncada, extremidade posterior bem pronunciada, circular, terminando em uma ponta cega quase na linha mediana, declive dorsal obliquamente truncado; base ventral subangulada no meio; perióstraco de cor verde-oliva pálida a escura, levemente seroso, nácar azulado, iridescente, cicatriz dos músculos bem marcada. A larva da espécie é um lasídio ainda desconhecido, que parasita peixes. A espécie depende do peixe para sua sobrevivência e dispersão. Existe certa especificidade e dependência entre este molusco e determinadas espécies de peixes. 

FATORES DE AMEAÇA: Introdução de espécie exótica, Perda/degradação de habitat, poluição.

BIOMA: Amazônia; Caatinga; Cerrado; Mata Atlântica; Pampa; Pantanal

Espécies Ameaçadas(Flora) - Parte 09

1-Gomphrena hatschbachiana: VULNERÁVEL




População muito pequena ou restrita, com área de ocupação (tipicamente menos de 20 km²) ou número de localidades (tipicamente cinco ou menos) de modo que ela esteja sujeita aos efeitos de atividade humana ou eventos estocásticos em período de tempo muito curto em futuro incerto e é portanto capaz de se tornar Criticamente em Perigo ou até Extinta em um período curto de tempo.

Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae

2-Gomphrena nigricans : VULNERÁVEL


População muito pequena ou restrita, com área de ocupação (tipicamente menos de 20 km²) ou número de localidades (tipicamente cinco ou menos) de modo que ela esteja sujeita aos efeitos de atividade humana ou eventos estocásticos em período de tempo muito curto em futuro incerto e é portanto capaz de se tornar Criticamente em Perigo ou até Extinta em um período curto de tempo.

Espécie conhecida através de duas pequenas populações isoladas, apenas uma delas está incluída em UC. Está sujeita aos efeitos de atividade humana ou eventos estocásticos em período de tempo muito curto em futuro incerto e é portanto capaz de se tornar Criticamente em Perigo ou até Extinta em um período curto de tempo.

Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae

3- Gomphrena riparia : CRITICAMENTE EM RISCO



Área de ocupação estimada menor do que 10 km², e estimativas que indicam estar severamente fragmentado ou conhecido entre 1 a 5 localidades com declínio contínuo observado, inferido ou projetado em extensão de ocorrência, em área de ocupação e em área, extensão e/ou qualidade do habitat

Conhecida de uma única localidade. Represamento do Rio Paraná.



Grupo: Dicotiledôneas

Família: Amaranthaceae

Bioma - Cerrado

CERRADO




















O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.

Considerado como um hotspots mundiais de biodiversidade, o Cerrado apresenta extrema abundância de espécies endêmicas e sofre uma excepcional perda de habitat. Do ponto de vista da diversidade biológica, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo, abrigando 11.627 espécies de plantas nativas já catalogadas. Existe uma grande diversidade de habitats, que determinam uma notável alternância de espécies entre diferentes fitofisionomias. Cerca de 199 espécies de mamíferos são conhecidas, e a rica avifauna compreende cerca de 837 espécies. Os números de peixes (1200 espécies), répteis (180 espécies) e anfíbios (150 espécies) são elevados. O número de peixes endêmicos não é conhecido, porém os valores são bastante altos para anfíbios e répteis: 28% e 17%, respectivamente. De acordo com estimativas recentes, o Cerrado é o refúgio de 13% das borboletas, 35% das abelhas e 23% dos cupins dos trópicos.

Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros e comunidades quilombolas que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Mais de 220 espécies têm uso medicinal e mais 416 podem ser usadas na recuperação de solos degradados, como barreiras contra o vento, proteção contra a erosão, ou para criar habitat de predadores naturais de pragas. Mais de 10 tipos de frutos comestíveis são regularmente consumidos pela população local e vendidos nos centros urbanos, como os frutos do Pequi (Caryocar brasiliense), Buriti (Mauritia flexuosa), Mangaba (Hancornia speciosa), Cagaita (Eugenia dysenterica), Bacupari (Salacia crassifolia), Cajuzinho do cerrado (Anacardium humile), Araticum (Annona crassifolia) e as sementes do Barú (Dipteryx alata).

Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região. Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para produção de carvão.
Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. O Bioma apresenta 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação; desse total, 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36% de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo RPPNs (0,07%).

Áreas Prioritárias

A revisão das áreas prioritárias para a conservação, uso sustentável e repartição de benefícios da biodiversidade brasileira do Cerrado e Pantanal (Portaria MMA n.º 09/2007) indicou 431 áreas prioritárias no Cerrado, das quais 181 já são áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas). Para 237 áreas (489.312 km2) foi atribuída importância biológica extremamente alta.

A ação prioritária indicada com maior frequência foram os inventários biológicos, apontando que apesar de ter sido produzido um volume expressivo de conhecimento científico a respeito da biodiversidade do Cerrado nos últimos anos, ainda são necessários investimentos em pesquisa a respeito da biodiversidade, bem como estudos sócio-antropológicos na região. Em seguida foram indicadas as ações de recuperação de áreas degradadas uma resposta à redução na biodiversidade em áreas monde houve significativa perda de habitat, e educação ambiental.


Gimnospermas


As gimnospermas são plantas terrestres que estão principalmente em zonas temperadas (frias), ocorrendo em pequeno número em climas tropicais.

Apresentam metagênese pouco nítida na qual o esporófito é o vegetal verde, complexo e duradouro, e o gametófito, um vegetal muito reduzido e dependente do esporóflto.

Formam flores e sementes, mas nunca produzem frutos. Daí o nome gimnosperma (gimnos = nu + sperma = semente).
Não dependem de água para a fecundação.


Organização do esporófito

As gimnospermas são vegetais lenhosos de aspecto arbustivo ou arbóreo, neste caso formando árvores de grandes dimensões, como ocorre com as sequóias e os pinheiros. Não existem formas herbáceas.
O esporófito possui raiz, caule, folha, produzindo flores e sementes.
As raízes geralmente são do tipo axial ou pivotante.
Os caules pertencem ao tipo tronco, crescem em espessura, por atividade dos meristemas secundários: felogênio e câmbio.
As folhas são reduzidas em forma de escamas; são perenes e adaptadas a ambientes secos (xerófilas). As características xerofíticas dessas plantas são induzidas pelo frio.


Organização dos gametófitos

Os gametófitos são dióicos, reduzidos em tamanho, tempo de vida e complexidade e dependentes do esporófito. Os gametófitos, na verdade, desenvolvem-se dentro dos óvulos produzidos nas inflorescências femininas.
O gametófito masculino é o tubo polínico ou micivpn5talo, responsável pela formação dos gametas masculinos. Em Cycadinae e Ginkgoinae os gametas são antemzóides. Nas Coniferae os gametas masculinos são as células espermáticas contidas no tubo polínico.
O gametófito masculino é o saco embrionário ou macroprótalo, contido no interior do óvulo, que forma arquegônios rudimentares e oosferas como gametas femininos.


Estruturas dos órgãos reprodutores e reprodução

Os estróbilos ou inflorescências são unissexuados; as plantas podem ser monóicas (pinheiro europeu) ou dióicas (pinheiro-do-paraná). As flores se reúnem em inflorescências masculinos (estróbilo ou cone macho) e em inflorescências femininas (estróbilo ou cone fêmea), que recebem o nome de pinhas.

Estróbilo macho: consta de um eixo em tomo do qual se inserem os microesporofilos formadores dos microesporângios (sacos polínicos), dentro dos quais encontramos os grãos de pólen (micrósporos). O grão de pólen é pluricelular e tem duas membranas, uma interna (intina) e outra externa (exina). A exina forma expansões cheias de ar (sacos aéreos). No interior do grão de pólen encontramos a célula geratriz, a vegetativa e as células acessórias.
A polinização é realizada exclusivamente pelo vento, fenômeno conhecido por anemofilia.
Estróbilo macho

Estróbilo macho.

Estróbilo fêmea: consta de um eixo em tomo do qual se inserem os megaesporofilos (folhas cai-pelares), que se encarregam de produzir óvulos, em número variável. 
Estróbilo fêmea

Estróbilo fêmea.

Estrutura do óvulo: o óvulo é revestido por único integumento. Abaixo da micrópila situa-se a câmara polínica destinada a receber os grãos de pólen. O integumento reveste o megasporângio. Uma célula do megasporângio sofre meiose, dando quatro células haplóides, das quais três degeneram e a que persiste (megásporo) divide-se por mitose e acaba por formar o megaprótalo (gametófito fêmea). Este forma arquegônios muito rudimentares e dentro deles aparecem oosferas.

óvulo de gimnosperma

Desenvolvimento do óvulo de gimnosperma.

Polinização: feita pelo vento (anemofilia), o grão de pólen é transportado até a câmara polínica, onde germina.

Formação do tubo polínico: as células acessórias envolvem as células do grão de pólen, formando a parede do tubo polínico. A célula geratriz divide-se, dando origem a dois núcleos espermáticos (gametas masculinos).
grão de pólen da gimnosperma

Formação do grão de pólen.
Tubo polínico da gimnosperma

Formação do tubo polínico.

Fecundação: a presença de várias oosferas no óvulo permite a fecundação por vários núcleos espermáticos de vários tubos polínicos, formando vários zigotos, mas apenas um embrião se desenvolve. (Nas ginuiospermas é freqüente a poliembrionia, mas dos vários embriões formados apenas um se desenvolve.) Após a fecundação, o tecido do megaprótalo (n) forma o endosperma primário, tecido cuja função é acumular reserva (o embrião das gimnospermas possui muitos cotilédones). O óvulo fecundado evolui e forma a semente, que não está protegida pelo fruto.
Semente de gimnosperma

Organização geral de uma semente de gimnosperma.
Ciclo reprodutor da gimnosperma

Ciclo reprodutor de uma gimnosperma.


Classificação das gimnospermas

Quanto à classificação, as gimnospermas possuem quatro grupos com representantes atuais:

Cicadinae: Os vegetais deste grupo são dotados de um tronco não-ramificado, com folhas geralmente penadas no ápice; são dióicas. Exemplo: Cicas.

Ginkgoinae: Neste grupo, há um único representante atual: Ginkgo biloba, encontrado na China e no Japão.

Coniferae: E o grupo mais importante atualmente. Exemplos: Araucaria, Pinus, Cedrus, Sequola, Cupressus etc. 

Gnetinae: Este grupo é representado por: Ephedra e Gneturn.


Importância das gimnospermas

  • As gimnospermas são muito utilizadas como plantas ornamentais em jardins residenciais e públicos. Algumas plantas do gênero CyCas (palmeirinhas-de-jardim) fornecem amido para a confecção do sagu).
  • Fornecem madeira para a construção e fabricação de móveis. A madeira é utilizada na fabricação de papel.
  • A resina dos pinheiros é utilizada na fabricação de desinfetantes e na perfumaria.
  • O pinheiro Abies balsamea fornece o bálsamo-do-canadá, utilizado na preparação de lâminas nos laboratórios de análises.
  • Os pinheiros chamados cedros-do-líbano possuem madeira muito resistente que era utilizada na construção naval. O famoso templo de Salomão foi construído com madeiras desse pinheiro.
  • Alguns pinheiros como a araucária do sul do Brasil produzem sementes comestíveis, conhecida por pinhões.
  • Alguns pinheiros do gênero Pinus produzem a terebintina, utilizada como solvente na fabricação de tintas e vernizes, além de outras aplicações.
  • O âmbar é uma resina fóssil de coníferas.

Espécies Ameaçadas(Fauna) - Parte 08

1-PAPAGAIO-DE-PEITO-ROXO - AMAZONA VINACEA: VULNERÁVEL




Formam dormitórios coletivos, onde podem ser contados centenas de indivíduos. 
É um papagaio que mede 30 cm de comprimento total e sua principal característica é a região do peito, com plumagem de coloração violácea, contrastando com o verde no restante do corpo. Possui a fronte e a ponta das penas laterias da cauda avermelhadas. 

Habita geralmente matas de araucárias, sendo incerto o grau de dependência da vegetação. 
Nidificam em grandes alturas, em ocos e ramagens de árvores emergentes, onde realizam a postura de dois a quatro ovos, que são incubados por aproximadamente 25 dias. 
Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 70 dias 

FATORES DE AMEAÇA: Perda/degradação de habitat, tráfico ilegal.

BIOMA: Mata Atlântica, Cerrado

2- ARANHA-DE-TEIA-DE-SOLO - ANAPISTULA GUYRI: VULNERÁVEL


É uma espécie do gênero em que estão descritas as menores aranhas do mundo.
Apresenta tamanho dentre 0,58 e 0,67 mm, tem o corpo esbranquiçado, pernas curtas e apenas quatro olhos. Vivem na liteira do solo e, quando vivas, são difíceis de observar. A fêmea da espécie ainda não foi descrita

FATORES DE AMEAÇA: Fatores intrínsecos, perturbação humana.

BIOMA:Cerrado

3- CASCUDO-CEGO - ANCISTRUS FORMOSO: VULNERÁVEL


É uma espécie troglóbia, altamente especializada, encontrada em cavernas inundadas do sistema do rio Formoso, alto Paraguai, município de Bonito, Mato Grosso do Sul.

A espécie caracteriza-se pela ausência total de olhos e de pigmentação melânica, sugerindo tratar-se de troglóbio isolado há muito tempo no meio subterrâneo. Os indivíduos são encontrados em profundidades superiores a 20 m, exemplares observados isolados; alimentam-se de detritos que se depositam sobre o substrato rochoso dos sistemas cavernícolas inundados 

FATORES DE AMEAÇA: Perda/fragmentação do habitat, poluição e assoreamento dos rios.

BIOMA: Pantanal



terça-feira, 16 de abril de 2013

Bioma - Mata Atlantica

Mata Atlântica


A Mata Atlântica é formada por um conjunto de formações florestais (Florestas: Ombrófila Densa, Ombrófila Mista, Estacional Semidecidual, Estacional Decidual e Ombrófila Aberta) e ecossistemas associados como as restingas, manguezais e campos de altitude, que se estendiam originalmente por aproximadamente 1.300.000 km2 em 17 estados do território brasileiro. Hoje os remanescentes de vegetação nativa estão reduzidos a cerca de 22% de sua cobertura original e encontram-se em diferentes estágios de regeneração. Apenas cerca de 7% estão bem conservados em fragmentos acima de 100 hectares. Mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que na Mata Atlântica existam cerca de 20.000 espécies vegetais (cerca de 35% das espécies existentes no Brasil), incluindo diversas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Essa riqueza é maior que a de alguns continentes (17.000 espécies na América do Norte e 12.500 na Europa) e por isso a região da Mata Atlântica é altamente prioritária para a conservação da biodiversidade mundial. Em relação à fauna, os levantamentos já realizados indicam que a Mata Atlântica abriga 849 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 de mamíferos e cerca de 350 espécies de peixes.

Além de ser uma das regiões mais ricas do mundo em biodiversidade, tem importância vital para aproximadamente 120 milhões de brasileiros que vivem em seu domínio, onde são gerados aproximadamente 70% do PIB brasileiro, prestando importantíssimos serviços ambientais. Regula o fluxo dos mananciais hídricos, assegura a fertilidade do solo, suas paisagens oferecem belezas cênicas, controla o equilíbrio climático e protege escarpas e encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso. Neste contexto, as áreas protegidas, como as Unidades de Conservação e as Terras Indígenas, são fundamentais para a manutenção de amostras representativas e viáveis da diversidade biológica e cultural da Mata Atlântica.


A cobertura de áreas protegidas na Mata Atlântica avançou expressivamente ao longo dos últimos anos, com a contribuição dos governos federais, estaduais e mais recentemente dos governos municipais e iniciativa privada. No entanto, a maior parte dos remanescentes de vegetação nativa ainda permanece sem proteção. Assim, além do investimento na ampliação e consolidação da rede de áreas protegidas, as estratégias para a conservação da biodiversidade visam contemplar também formas inovadoras de incentivos para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, tais como a promoção da recuperação de áreas degradadas e do uso sustentável da vegetação nativa, bem como o incentivo ao pagamento pelos serviços ambientais prestados pela Mata Atlântica. Cabe enfatizar que um importante instrumento para a conservação e recuperação ambiental na Mata Atlântica, foi a aprovação da Lei 11.428, de 2006 e o Decreto 6.660/2008, que regulamentou a referida lei.