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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Espécies Ameaçadas(Fauna) - Parte 04

Bom amigos continuaremos com mais um pouco de espécies ameaçadas da Fauna.

1- AEGLA LEPTOCHELA: CRITICAMENTE EM PERIGO




É espécie troglóbia, com distribuição conhecida restrita à localidade-tipo, representada pela Caverna dos Paiva, localizada no Parque Estadual Intervales, município de Iporanga, SP, onde ocorre em simpatria com a espécie troglófila Aegla marginata . Apresenta características troglomórficas como despigmentação geral do corpo, dimensões reduzidas das córneas e dos pedúnculos oculares, e maior tamanho dos apêndices locomotores em comparação com as espécies de ambientes epígeos .

Moracchioli (1994) estimou uma densidade de 1,61 ind./m² deAegla leptochela, mencionando ainda que este valor era similar ao da subpopulação de Aegla marginata no interior da caverna. Entretanto, em estimativas realizadas mais recentemente, Maia et al. (submetido) observaram declínio no tamanho populacional das duas espécies, tendo este sido mais expressivo na espécie troglóbia Aegla leptochela, resultando em uma nítida dominância numérica em favor da espécie troglófila, Aegla marginata.
O estado atual de conservação de Aegla leptochela inspira preocupação em vista do declínio populacional observado no passado recente, do alto endemismo da espécie que é expresso pela reduzida área de distribuição limitada à localidade-tipo (Caverna dos Paiva) e por se tratar de ambiente singular e frágil (hábitat subterrâneo), cuja comunidade animal depende fortemente de aporte de nutrientes de origem externa (meio epígeo). A espécie foi classificada como “Vulnerável” (VU) no “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção” .

FATORES DE AMEAÇA: Poluição, degradação ambiental

BIOMA: Mata Atlântica


2- AEGLA MICROPHTHALMA: CRITICAMENTE EM PERIGO


Aegla microphthalma é uma espécie adaptada ao ambiente de caverna. Esta espécie troglóbia apresenta distribuição muito reduzida, com ocorrência registrada apenas para a Caverna Santana, no PETAR, município de Iporanga, SP. A espécie é conhecida como “egla branca” por causa da coloração clara que apresenta em decorrência da despigmentação geral do corpo, uma característica associada à vida subterrânea. Outras características troglomórficas bastante pronunciadas que a espécie apresenta em relação às espécies de ambientes epígeos (externos à caverna) são a redução do par de pedúnculos oculares e apêndices locomotores proporcionalmente mais longos em relação ao tamanho do corpo. A descrição formal da espécie foi feita por Bond-Buckup & Buckup (1994). A biologia da espécie é desconhecida.

Os registros documentados de ocorrência da espécie no interior desta caverna são conhecidos apenas nas áreas mais afastadas da entrada e de difícil acesso , nas quais Moracchioli (1994) estimou uma densidade de 0,12 indivíduos/m². Nos últimos anos, algumas tentativas de localizar exemplares da espécie mediante o emprego de armadilhas e de inspeção visual com auxílio de lanternas não foram bem sucedidas. Em 2007, apenas um exemplar foi amostrado e outro avistado no leito do rio (S. Bueno, observação pessoal), enquanto que em 2009 nenhum exemplar chegou a ser capturado ou mesmo avistado .

O estado atual de conservação da espécie inspira preocupação em vista do declínio populacional observado no passado recente, do alto endemismo da espécie que é expresso pela reduzida área de distribuição limitada à localidade-tipo (caverna Santana) e por se tratar de ambiente singular e frágil (hábitat subterrâneo), cuja comunidade animal depende fortemente de aporte de nutrientes de origem externa (meio epígeo). Some-se ainda a degradação ambiental causada pela exploração de minério na região e a competição com a população de camarões de água doce que se estabeleceram no interior da caverna . Recentemente, o estado de conservação de Aegla microphthalma foi avaliado como espécie ameaçada e criticamente ameaçada , sendo esta última avaliação feita com base nos critérios B2ab(iii) preconizados pela IUCN.

FATORES DE AMEAÇA: Poluição, degradação ambiental, competição com camarões de água doce

BIOMA: Mata Atlântica

3- AGACEPHALA MARGARIDAE: VULNERÁVEL

É a maior espécie de seu gênero, que contém alguns dos poucos besouros da família Dynastidae com cores metálicas. O protórax e a cabeça têm cor esverdeada a acobreada metálica, e os élitros são de cor marrom-avermelhada,  mais clara nos exemplares vivos. Os machos podem ter de 30 a 47 mm de comprimento (incluídos os cornos), e as fêmeas, pela ausência de cornos, de 30 a 41 mm.

Os machos apresentam dois cornos divergentes na cabeça e um corno cônico no protórax. Larvas, ciclo de vida, hábitos alimentares e comportamento são totalmente desconhecidos. Nos anos 50, em três excursões ao local, foram coletados 208 exemplares, entre machos e fêmeas, que foram usados para a descrição da espécie.

FATORES DE AMEAÇA: Perseguição (controle de praga)

BIOMA: Amazônia

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